Empresas nacionais não atraem capital
As empresas portuguesas são pouco atraentes para o capital de risco estrangeiro, afirmou João Arantes e Oliveira, presidente da comissão executiva da Espírito Santo Capital, na conferência CapCorp Portugal, frisando que num mercado aberto "é pouco provável que os investidores se voltem para a Península Ibérica e muito menos para Portugal. 

O quadro legal e fiscal tem sofrido inúmeras variações e a situação económica do País também não cativa investidores", disse Mário Pinto, presidente da Associação Portuguesa de Capital de Risco e Investimento (APCRI) é da mesma opinião. "Não é muito crível que tenhamos condições para atrair massas de investimento estrangeiro, exceptuando casos pontuais." Para João Arantes e Oliveira, a solução poderá passar por "encontrar um sponsor".

Apesar de o valor dos fundos sob gestão ter crescido 20% durante 2005, superando pela primeira vez a barreira dos mil milhões de euros, o mercado português ainda padece de graves distorções.

O mercado português é marcado pelo investimento de 245 milhões de euros em 135 empresas e continua a depender sobretudo de novos investimentos (81% do total). Mas em fases de desenvolvimento, as empresas continuam a referir a lacuna de fundos e a falta de especialização.

 


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